O Mestre Cartola será homenageado na edição de junho do “Encontro com a Música”, que acontece dia 10, às 19h, na Praça Central Shopping Santa Úrsula, em Ribeirão Preto. Com direção de Eula Hallak, o evento contará com a participação do cantor ribeirãopretano Valdecir Bellissimo, que tem 28 anos de carreira.

Os sambas de Cartola se popularizaram na década de 1930, em vozes ilustres como Araci de Almeida, Carmen Miranda, Francisco Alves, Mário Reis e Silvio Caldas. No entanto, apesar do sucesso, o artista sumiu do cenário musical carioca. Teria ele brigado com companheiros da Mangueira, contraído uma doença grave, além de ter enfrentado a morte da mulher, Deolinda.
Cartola só voltaria à vida artística na segunda metade da década de 1950, resgatado pelo jornalista Sérgio Porto (conhecido como Stanislaw Ponte Preta) quando trabalhava como lavador de carros em Ipanema. Cartola voltou a cantar. Suas músicas voltaram aos programas de rádio. Sambas foram compostos para gravação de novos intérpretes.
Em 1964, o sambista e a nova esposa, Dona Zica, abriram um restaurante na rua da Carioca. O Zicartola, que era palco de rodas de samba e boa comida, reunia a juventude da zona sul carioca e os sambistas do morro. O restaurante durou pouco. Cartola continuou com seu emprego publico, mas compondo sambas.
Em 1974, aos 66 anos, o sambista gravou o primeiro de seus quatro discos-solo, com clássicos como "O Mundo é um Moinho", "Acontece", "Quem Me Vê Sorrindo" (com Carlos Cachaça), "Cordas de Aço", "Alvorada" e "Alegria". No final da década de 1970, mudou-se da Mangueira para uma casa em Jacarepaguá, onde morou até a morte, em 1980.
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