domingo, 10 de abril de 2011

Luthier de Ribeirão tem futuro promissor

Sidnei Quartier / Jornal A Cidade

Um mês de chuva deixou Alessandro Baggio sem ação. Fechado em seu ateliê, no 2º andar do edifício Diederichsen, no coração de Ribeirão Preto, ele passou boa parte do tempo na janela, torcendo para o sol aparecer.
Matheus Urenha / A Cidade

Alessandro, 35 anos, é o único luthier de Ribeirão. Luthier é o especialista na construção, restauração e manutenção de instrumentos de cordas, como o violino, a viola, o violoncelo, o cavaquinho, o violão e o contrabaixo.

E não há como trabalhar num instrumento desses sem usar cola ou verniz. As colagens são muitas, exige tempo seco. A cola, de cartilagem animal, é aplicada quente. Tudo isso, numa madeira que puxa umidade acima da média.

Agora, com a volta dos dias ensolarados, Alessandro corre atrás do tempo perdido. Por causa da chuva, algumas entregas foram adiadas. A oficina está repleta de instrumentos. Os clientes chegam a todo momento para "checar" os restauros e manutenção.

Apesar de novo no ofício, já colocou sua assinatura no fundo de dez instrumentos: sete violinos, duas violas e um violoncelo. A assinatura de um luthier é única no mundo: leva o nome legível, a cidade e o ano em que foi fabricado.

Dois músicos da Sinfônica de Ribeirão usam seu artesanato. Hugo Novaes Querino, 22, natural de Guarulhos e há dois anos na orquestra, tem um violino que considera bom e bonito. "Tenho ele há um ano e estou muito feliz".

Daniel Isaías Fernandes, 23 anos, ribeirão-pretano e seis anos de sinfônica, diz que a viola de Alessandro é "uma beleza, com ótimo acabamento e som apuradíssimo".

Alessandro Baggio nasceu em Londrina. Com vinte e poucos anos, dedilhando violão e baixo, já xeretava os instrumentos de cordas friccionadas. Às vezes, metia-se a consertá-los. Pensava em estudar no Conservatório Musical de Tatuí.

Em 2002, ao completar 26 anos, tomou a mais importante decisão de sua vida. Ao entrar na escola, ao invés da música, ele optou pelo penoso curso de Liuteria.

Com 31 anos estava formado na arte de construir e restaurar instrumentos de cordas friccionadas. Era um autêntico luthierie (em francês) como se fala no Conservatório.

4 comentários:

  1. sou marceneiro aqui em ribeirao preto.
    e possuo uma marcenaria em um espaço proprio e minha maior paixão sempre foi aprender esta arte
    gostaria muito de saber se vc me ensina esta arte.
    meu email. jlpmenezes@gmail.com
    tenho 43 anos

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  2. Ola, eu meu nome é deyvison eu moro em são sebastião do paraiso, gostaria de saber se em ribeirão preto tem curso de luthier.

    deyvisonlj@yahoo.com.br

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  3. Olá meu nome é douglas meu violino caiu a alma tem conserto

    Email dogui.dougui.321@Outlook.com

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  4. oi sou o borba tenho um cello e preciso turbinar ele .ta todo original

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